domingo, 15 de junho de 2008

Relato do show de Jorge Vercillo em Recife (14/06/08)

Jorge entrou após o show de Luiza Possi, quase a uma da manhã. Foi ovacionado pelo Chevrolet Hall lotado, assim que começou a fazer as vocalizes de "Melhor Lugar", antes mesmo das cortinas se abrirem. Foi bonito ver e ouvir os milhares de fãs cantando "Sonhamos paisagens, compramos passagem e nunca voamos pra lá" em coro. Após a segunda música, ele cumprimentou o público pernambucano e falou da satisfação de vir sempre a Recife. Elogiou Luiza Possi e falou de seu parceiro musical, Dudu Falcão, que estava aniversariando, e cantou "Ciclo", parceria de ambos (outro número em que o público em peso cantou junto, principalmente no refrão de "Eu que não sei quase nada do mar"). Emocionou a todos ao relembrar Gonzaguinha, com "Espere por mim, morena", em casadinha com sua bela "Luar de sol". Em seguida, houve o momento marcante em que cantou "Signo de ar", com um novo arranjo que ficou meio bossa (muito mais bonito que o 'dance' original). Foi praticamente idolatrado quando cantou "Ela une todas as coisas", cujos arranjos estavam completamente fiéis ao disco (o violino praticamente falava! Lindo). Ele soltou a voz em "Devaneio" e deve ter provocado arrepios no público inteiro naquele momento da paradinha: "e o silêncio... fala mais que a traição". Explicou a letra altruísta e espirituosa de "Vôo cego", uma das canções mais fortes de seu último disco. Arrasou na difícil “Numa corrente de verão”, parceria dele com Marcos Valle. Surpreendeu com o novo arranjo de "Homem-aranha", meio jazzístico, mas que não conseguiu empolgar tanto quanto o anterior. A mudança brusca causou uma certa estranheza em muitos dos presentes.

Na seqüência, teve um momento engraçado: ele errou a letra de “Toda espera”. No trecho “se eu ando distraída assim me deixe só” ele completou com “tô te trazendo o tempo inteiro só pra mim” e se atrapalhou com o restante da estrofe. Continuou rindo e apenas sofejando a melodia. Disse então: “pô, vâmo cantar essa primeira parte que fala da mulher de novo, que é tão bonita!”. Depois lembrou da letra e cantou a música toda. Foi aplaudidíssimo no final. “Camafeu guerreiro” com a roda de capoeira divertiu muito o público, mas foi um 'nada a ver' aquele violinista cantando “Epitáfio” desafinadamente e totalmente fora de contexto! Ponto para Calasans, que se mostrou afinadíssimo em “Eu só quero um xodó”. Logo em seguida, Jorge tentou dar uma renovada na surrada “Fênix”, com uns arranjos modernos, sem aquele batido solo de sax, mas ele bem que poderia dispensá-la e trazer à tona alguma canção do tão esquecido segundo disco, como, por exemplo “Infinito amor” ou “Raios da manhã”. Mas é fato que o público adora vê-lo cantar “Fênix”. Vercillo emocionou o público com “Encontro das águas” e, logo em seguida, atendeu aos pedidos insistentes para que cantasse “Avesso”, que se tornou música cult gay por causa da letra. A seqüência final do show iniciou-se com “Todos nós somos um”, quando Jorge mandou abrir a grade de proteção que separava as mesas da pista e todos se misturarem, fazendo jus ao título da canção. O público das mesas deve ter odiado (risos), mas o restante ficou enlouquecido, em êxtase!!! Em seguida, cantou Cazuza, Coisa de Jorge e outros hits radiofônicos! ÓTIMO show, como não poderia deixar de ser, em se tratando de JORGE VERCILLO.
Fotos ilustrativas creditadas a Rô Silva e Cátia Veloso.

2 comentários:

Renata Gabrielle disse...

Ótimo relato, Freddy. Os shows de Jorge são maravilhosos. Senti falta de algumas músicas do CD "Todos nós somos um", por exemplo: Cartilha e Deve Ser. A noite apesar de cansativa foi maravilhosa. Os shows do Vercillo são sempre uma oportunidade para rever os amigos e fazer novas amizades. Aliás, a famílias vercilliana cresce a cada novo show. A história de Jorge mandar abrir a grade de proteção das mesas, apeser de algumas pessoas que estavam nas mesas não terem aprovado, nós, que estávamos em pé, adoramos. Ele gosta do público pertinho do palco, sem essa divisão. Afinal de contas, todos nós somos um. Eu, particularmente, prefiro shows de Jorge ou no Teatro Guararapes ou no da UFPE. O que sou contra é a invasão ao palco. Fato que se tornou comum em Recife. Foi curioso ele ter se complicado ao cantar Toda Espera, mas foi um momento legal. Ele se redimiu ao parar e voltar ao começo da música. Jorge ama Pernambuco. Parabenizou o Sport pela conquista da Copa do Brasil e gritou: "Viva Pernambuco Viva o Nordeste! Um show para matar as saudades e deixar um gostinho de quero mais...

Paula Fernnandes disse...

Ler seu relato é como reviver aqueles momentos maravilhosos. Colocou tudinho... não esqueceu nada! Todos os nossos comentários durante o show estão ai. Desde o novo arranjo de "Signo de Ar" até os comentários sobre a música "Avesso".

Muito bom.

Beijos.

Paulinha